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Bayard Do Coutto Boiteux: um globetrotter em tempos de fronteiras invisíveis

       Bayard Do Coutto Boiteux: um globetrotter em tempos de fronteiras invisíveis




Em um mundo que insiste em erguer muros — sejam eles físicos, ideológicos ou econômicos —, a figura do viajante ganha um novo significado. Não aquele turista apressado, que acumula destinos como troféus, mas o verdadeiro globetrotter: alguém que atravessa fronteiras com o olhar atento, a escuta sensível e a disposição de compreender o outro. É nesse contexto que se insere Bayard Do Coutto Boiteux.


Ao longo de sua trajetória, Bayard não apenas percorreu o mundo — ele o interpretou. Em tempos de tensões geopolíticas, conflitos armados e discursos polarizados, viajar deixou de ser apenas lazer para se tornar também um ato político e cultural. Conhecer o outro, respeitar diferenças e construir pontes talvez seja hoje uma das formas mais eficazes de resistência ao isolamento que ameaça sociedades contemporâneas.


O turismo, muitas vezes reduzido a números e estatísticas, precisa ser resgatado em sua essência humana. E é justamente esse resgate que figuras como Bayard representam. Ao transformar experiências em reflexão, ele nos lembra que cada viagem carrega consigo uma narrativa — e que essas narrativas têm o poder de aproximar povos, desconstruir preconceitos e ampliar horizontes.


Mas é preciso ir além da celebração individual. O Brasil, país de dimensões continentais e riqueza cultural incomparável, ainda carece de políticas públicas consistentes que valorizem o turismo como ferramenta estratégica de desenvolvimento. Profissionais experientes, com vivência internacional, deveriam ocupar espaço central nas decisões que moldam o futuro do setor.


Ignorar esse capital humano é desperdiçar oportunidades em um cenário global cada vez mais competitivo.


Ser um globetrotter hoje é, portanto, mais do que viajar — é compreender o mundo em sua complexidade e assumir o compromisso de transformá-lo, ainda que por meio de pequenos gestos e grandes ideias. Bayard Do Coutto Boiteux encarna esse espírito: o de quem percorre caminhos não apenas para chegar a destinos, mas para construir pontes.


Na realidade,ele conhece mais de 200 países,2850 cidades,tem um acervo de 25 000 fotos de suas viagens,escreveu 12 livros sobre a arte de unir pontes ao conhecer novas culturas,se hospedou em 297 meios de hospedagem desde albergues a hotéis de luxo,viajou em 96 companhias aéreas desde a econômica a primeira e soube sempre se entrosar com as culturas locais.


Em tempos de fronteiras invisíveis, talvez sejam justamente os viajantes conscientes aqueles capazes de nos lembrar que o mundo, apesar de tudo, ainda pode ser um espaço de encontro.

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